(Re)Construção do Protagonismo Brasileiro na Saúde Global:
Saúde Ambiental e os Ecos da COP30
Palavras-chave:
Saúde Ambiental, Brasil, Diplomacia em saúde, Governança em Saúde, Multilateralismo.Resumo
Este artigo discute as possibilidades de retomada do protagonismo brasileiro na agenda de Saúde Global a partir da centralidade da Saúde Ambiental na diplomacia em saúde. Argumenta-se que a convergência entre as agendas de saúde, meio ambiente e mudanças climáticas cria uma janela estratégica para fortalecer o papel do Brasil na governança internacional da saúde. Nesse contexto, a realização da COP-30 em Belém contribui para ampliar a visibilidade da relação entre clima e saúde, evidenciada pela inclusão do tema na agenda das negociações climáticas e pela apresentação do Plano de Ação em Saúde de Belém na Assembleia Mundial da Saúde. O plano propõe ações voltadas à vigilância e monitoramento de riscos climáticos, ao desenvolvimento de políticas baseadas em evidências e à promoção de inovação e produção sustentável em saúde. Destacam-se os desafios associados à crise do multilateralismo e à necessidade de sustentabilidade política e financeira das políticas públicas ambientais e de saúde como pauta central na diplomacia em saúde.